Cultura e férias
09/02
Em época de férias, eis que surge algum tempo livre para realizar atividades que fujam da rotina massacrante do dia-a-dia nos outros meses do ano. Apesar de existirem aqueles que não acreditam que essa época tenha algo a oferecer ao intelecto dos jovens (vide os políticos que votaram a favor da redução de créditos da meia-passagem para que eles sirvam apenas para ir à escola/faculdade/cursinho, mas não para outros lugares), a Maloca Digital acredita que o conhecimento não é algo que se prenda apenas aos livros e ao ambiente acadêmico.
Não, o saber é muito mais que isso. Ele está presente na inquietação do jovem que se deleita com uma boa série de tevê; que pondera, critica e torce ao assistir mais uma edição do Oscar; que dá uma volta no Largo de São Sebastião e descobre que vai ter mais uma apresentação da Série Guaraná; que sai na noite em busca de um bom show e uma boa conversa com os amigos. Essas coisas não são aprendidas em bancos de escola, e, no entanto, fazem parte diretamente do desenvolvimento de nossos gostos, personalidade e opiniões. Tanto quanto nossa formação acadêmica, esses momentos moldam nossa maneira de ver e transformar o mundo, abrindo nossas mentes para algo além do quotidiano.
Por conta disso, a Maloca Digital se debruça à cultura nessas férias, oferecendo aos seus leitores matérias e dicas de todo tipo de atividade que agregue diversão e conteúdo. Para aqueles que imaginam que isso só pode resultar em coisas “chatas”, “cultas demais” ou de “gente de nariz empinado”, não há motivo para desespero; a Maloca não se dá a polarizações do tipo popularesco versus elitista, entretenimento versus erudição, e não pretende empurrar goela abaixo dos pobres internautas indefesos o que é ou não “cultural o suficiente” para edificá-los. Deixamos isso para o próprio leitor decidir, seja conferindo a matéria sobre a nova temporada de Lost, as opções de eventos que rolam na cidade este mês ou a entrevista com o Doutor em Lingüística Sérgio Freire.
Pedimos apenas que o leitor não esqueça que cultura não se resume apenas aos livros que lemos, aos filmes que assistimos, aos shows que vamos. Cultura engloba também nossas ações, interações, tradições e história; é nossa vivência em si. Que possamos utilizar o saber em prol de atos que transformem para melhor não apenas nossas vidas, mas a sociedade como um todo. Ao contrário, de que serviriam as palavras bonitas, o diploma na parede e os livros na estante? A equipe da Maloca deixa como desafio para o leitor justamente isso: buscar o saber, agir de acordo com ele e jamais se saciar. Difícil alguém dar uma dica melhor que essa para as férias.